O livro "Círio - amor, fé e devoção na Ilha" é uma homenagem ao Jubileu dos 90 anos do Círio de Nazaré na Bela Ilha Estandarte. Conta a história do Círio de Nossa Senhora de Nazaré na pequena comunidade Estandarte, pertencente ao Município de Cândido Mendes no Estado do Maranhão, durante esse tempo, ocorrendo todos os anos, sem nenhuma interrupção. Traz a marca da fé dos filhos e devotos da Ilha que, com alegria, expressam seu amor à Mãe de Deus, seguindo o que Jesus nos pediu ao pé da Cruz: "Trazer Maria para casa como nossa Mãe" e com Ela seguir o exemplo de fé e obediência ao Pai. E assim foi desde o início, nessa caminhada, iniciada pelos primeiros habitantes.
Assim, este livro registra esta história, apresentando-a em três partes:
1) ORIGEM: a fé católica - dos antepassados à primeira comunidade. Nesta parte fala da ilha dos primeiros tempos do seu descobrimento e já palco da fé católica através dos vários festejos religiosos;
2) O CÍRIO ANTIGO - a primeira procissão. Aqui fala da coragem e da disposição de Maria Antônia, trazendo de Belém este tesouro que encontrou terreno fértil na Ilha e encantou os estandartenses que se transformaram nos mais fiéis devotos de Maria Santíssima, realizando a primeira procissão do Círio em Estandarte que, apesar de tão simples, continha a mesma emoção, alegria e, principalmente, fé e devoção que agora, pois peregrinando por um caminho íngreme não viram obstáculo, mas só o desejo de louvar Nossa Senhora de Nazaré;
3) O CÍRIO ATUAL - um longo caminho percorrido. Nesta última parte são apresentados todos os símbolos desta grande devoção, na Festa de Agosto que é o Círio de Nazaré na Ilha, falando de sua estrutura, suas coordenações e todas as atividades religiosas, culturais e sociais.
Este livro procura também demonstrar o crescimento da Igreja na comunidade em saída e em comunhão com o povo leigo cuja fé é capaz de superar as dificuldades da vida, tornando-se vanguarda na caminhada e na missão. Portanto, este livro apresenta o Círio como a festa do povo, uma festa de alegria que move a vida dos estandartenses, conscientes que caminhar na fé é preciso sempre.
20 de ago. de 2018
27 de abr. de 2018
JUBILEU DO CÍRIO DE ESTANDARTE - 90 ANOS
A Bela Ilha Estandarte estará comemorando no dia 14
de agosto de 2018 o Jubileu dos 90 anos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Será uma grande festa dedicada em louvor e honra à Mãe de Deus!
Desde já a comunidade católica da Ilha se
prepara para este dia solene de muitas alegrias e bênçãos. Os filhos da terra e
devotos de Maria virão, com muita fé, de vários lugares para se juntarem aos filhos
que aqui residem. Como sempre, é um momento de júbilo, devoção e confraternização
da grande família estandartense que se une para louvar a Virgem Maria!
São 90 anos de muita fé, devoção e amor à Maria
Santíssima, representada pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré que aqui
aportou trazida por Maria Antônia, vinda de Belém do Pará, em agosto de 1928
para nos dar tamanha graça! Em 13 de agosto foi realizada da primeira
trasladação e no dia 14, o primeiro Círio, cujo traslado foi do Sítio da
Valentina para a então Capelinha de Nossa Senhora do Livramento no bairro do
Alto, quando a comunidade inteira se enfeitava de bandeirinhas para saudar a
Virgem Mãe, mas era no coração de todos os devotos que estavam os enfeites que
com alegria entoavam cantos e orações.
E Deus via que era bom e, assim, abençoou
nosso Círio de Nazaré – a maior festividade de Ilha.
Agradável aos olhos de Deus, como uma forma não só
de manifestação de fé, mas de oração, evangelização e serviços da Igreja
dedicados Àquele que é digno de adoração e de todo o nosso amor, Nosso Senhor
Jesus Cristo, será uma festa grandiosa quando haverá além das celebrações religiosas,
casamentos, batizados, os festejos culturais.
Nos primeiros dias do próximo mês de maio a Coordenação
estará reunindo o para escolher o Tema, projetar o Cartaz e os convites.
Aguardem e sejam todos bem vindos à Festa da Mãe
de Deus!
21 de abr. de 2018
EXPERIÊNCIA MISSIONÁRIA NA BOLÍVIA
Por Diác. Henrique Baltazar
Grato à Deus Onipotente por suas
graças e bênçãos manifestadas nesta oportunidade de fazer esta experiência
missionária em terras bolivianas, obediente ao mandato de Nosso Senhor que
disse: “Fazei discípulos, entre todas a nações” (Cf. Mt 28,19), saí de terras
brasileiras (Diocese de Zé Doca - Maranhão - Brasil), sem ouro e nem prata, mas com o coração aberto e com a consciência
de que “a Igreja Peregrina é, por sua natureza, missionaria, pois ela se origina
da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus
Pai.” (Ad Gentes,2)
Os primeiros dias foram oportunos para conhecer a realidade boliviana, pontos turísticos, praças igrejas, culinária, vida eclesial, e todos os aspectos da vida social da cidade em geral. Pude perceber que, mesmo sendo um território latino americano, existem muitas diferenças e belezas de modo geral no jeito de ser e de viver do povo boliviano.
Os primeiros dias foram oportunos para conhecer a realidade boliviana, pontos turísticos, praças igrejas, culinária, vida eclesial, e todos os aspectos da vida social da cidade em geral. Pude perceber que, mesmo sendo um território latino americano, existem muitas diferenças e belezas de modo geral no jeito de ser e de viver do povo boliviano.
Um País com uma pluralidade de
culturas, povos, tradições e costumes, porém como fato importante que também
percebi, é que nestas diversidades está a presença de Deus em cada rosto e em
cada gesto de acolhida, de felicitação e de alegria.
Depois de conhecer algumas
localidades próximas à cidade de Cochabamba, chegou a hora de iniciar a missão.
Depois de muitas festas, celebrações e danças, chegou a hora de iniciar a
missão na Paróquia Missionária Santo Eugenio de Mazenod, no bairro Villa
Pagador, na Cidade de Cochabamba, sendo então acolhido por Pe. Radomiro Orlando (natural da Bolívia) e pelo vigário
paroquial Pe. Antero Berboso (Natural das Filipinas).Nas primeiras semanas, a paróquia recebeu, como presente de uma família, um Ícone da Virgem de Socavon de Oruro, que será entronizada no novo templo paroquial que está em construção. A acolhida da imagem foi feita com uma missa solene e procissão até ao Centro de Evangelização Santo Inácio, onde o ícone permanece, ficando então numa pequena capela para veneração dos fiéis.
Num ambiente de oração diária,
diálogo e fraternidade, partilhamos juntos os compromissos diários da paróquia
como: Missas, celebrações diárias, semanais e dominicais, na matriz e
comunidades, benção das casas e orações nas famílias, exéquias e visitas aos
enfermos. Na vida pastoral também trabalhamos com a formação doutrinal da
juventude, comissão nacional de justiça e paz, catequese, coroinhas e liturgia
em geral.

Tive também a graça de viver e ajudar a celebrar durante a semana santa, fazendo assim uma experiência enriquecedora de espiritualidade e retiros. Percebi que povo boliviano cultiva uma grande devoção à santa Cruz de Nosso Senhor, sendo também muito positiva a grande participação do povo nas celebrações da paixão, morte e ressureição de Cristo. A conclusão da semana santa, com a missa do domingo de páscoa, foi marcada pela abertura da catequese em toda a paráquia com missa solene presidida pelo pároco Pe. Radomiro e concelebrada pelo vigário paroquial, Pe. Antero.
Assim, diante desta nova fase da
missão, venho expressar com alegria: Obrigado Diocese de Zé Doca, na pessoa do
nosso Bispo, Dom João Kot, ao clero, religiosos e religiosas, ao povo de Deus
das paróquias, pastorais, grupos e movimentos, amigos e familiares, por esta
bela oportunidade, orações e apoio neste caminho missionário e nesta jornada
confiada pela Igreja, a mim e ao Diácono Emerson Adriano!
Desejo a todos felicidades, invocando a benção de Deus Todo Poderoso, por intercessão de Santa Terezinha e a proteção da Santíssima Virgem Mãe Aparecida!
Desejo a todos felicidades, invocando a benção de Deus Todo Poderoso, por intercessão de Santa Terezinha e a proteção da Santíssima Virgem Mãe Aparecida!
28 de nov. de 2017
RECOMEÇO, VIDA QUE SEGUE NA ILHA
Hoje,
olhando para trás, observa-se com certa tristeza que, após a febre do facebook
e do watsapp, este blogger ficou abandonado e pouco visitado. Todavia,
resolve-se atualizá-lo com novas notícias interessantes da Bela Ilha
Estandarte. Passaram-se mais de um ano sem uma sequer notícia.
No entanto, antes de falar da ilha querida, precisa-se tomar posição e
dar um grito e dizer o que incomoda os brasileiros em todos os cantos do Brasil.
É claro que não são todos que se sentem insatisfeitos e prejudicados porque,
infelizmente, ainda existem aqueles que, por politicagem ou ingenuidade, ainda
defendem os desmandos, a ingovernança e os crimes cometidos contra a Nação que
chora dias amargos nunca vistos antes e nem vividos em plena “democracia”. São muitos
os pesares que assolam o cenário político deste “gigante país” que no momento
se encontra agredido, humilhado e envergonhado por tantos crimes cometidos
contra o povo, sem que este possa se defender, visto que o nosso sistema de
defesa – o Judiciário – que, atualmente, apenas como uma figura decorativa, é
omisso. Crimes denunciados, comprovados, confessados permanecem impunes e os
que já foram condenados estão sendo absolvidos ou tendo suas penas reduzidas. A
quem recorrer?
Apesar dos pesares, em Estandarte,
o ano de 2017, de certa forma, ocorreu com a tranquilidade de sempre da vida
interiorana, nada diferente: os mesmos acontecimentos, os mesmos serviços, as
mesmas amizades, os mesmos amigos cada vez mais amigos, as mesmas cores que
pintaram a ilha ainda são as mesmas que colorem seu horizonte e também seus
celeiros de amor e de paz dos filhos da terra; o patrimônio continua
inalterado, apenas desgastado, carecendo de um olhar mais cuidadoso para que o
vento parado sopre mais forte, levando a ociosidade de quem não trabalha, mas só atrapalha.
É tempo de colorir a vida, é
tempo de colorir a ilha. Vamos lá meus pescadores! Vamos lá meus professores!
Vamos planejar o ano vindouro! Quem sabe a esperança nos aporta com mais vigor
e mais fortes os valores!
É Natal que já vem trazendo Jesus, a nossa Luz!
É a virada do Ano que já vem chegando!
É carnaval alegre e festivo que não nos faz mal!
E festa de escola, da quadra junina e jogo de bola!
É Círio de Nazaré, a caminhada de Fé!
É festa da Pátria! Que Pátria? A nossa, assim mesmo amada!
É o aniversário da Bela Ilha, nosso amor e nossa vida!
Enfim chegou Natal outra vez!
Vamos viver a vida na Ilha! Comecemos o ano de 2018!
Em paz e harmonia, solenemente cantando,
A esperança que nos acompanha
E assim vamos caminhando!
28 de out. de 2016
FILHOS DE ESTANDARTE PARTICIPAM DO XVII CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL EM BELÉM DO PARÁ
Por: Luis Henrique Nina Baltazar
INTRODUÇÃO
Foi com muita alegria que
participamos pela primeira vez de um Congresso Eucarístico Nacional (CEN) e que
este ano foi realizado em Belém do Pará, no período de 15 a 21 de agosto, ocasião,
certamente, de grande enriquecimento eclesial, espiritual, vocacional, e
pastoral para toda a Igreja. Contei com a companhia de meu
amigo e companheiro de caminhada, o Seminarista Emerson Adriano e da Religiosa
da Diocese da cidade de Bacabal-MA, a Ir. Brandina, além da companhia,
hospedagem e apoio da família Miranda e da família Farias.
A Eucaristia é o maior tesouro da
Igreja Católica, porquanto é a presença do próprio Jesus Cristo no meio do povo
de Deus. O povo das Escrituras caminhava para a terra prometida, levando
consigo a Arca da Aliança, com as Tábuas da Lei, sendo orientado por meio de
Moisés e seus colaboradores. O povo do Novo Testamento caminha na história, em
vista de novos céus e novas terras, levando consigo Jesus Cristo, alimentado
pela Palavra das Escrituras e pela Eucaristia.
Um Congresso Eucarístico,
portanto, quer reafirmar esta certeza: Ele está no meio de nós! É um convite a
todos que creem nesta verdade: Vinde e Vede! (Jo 1,39). Um Congresso
Eucarístico quer ser a convergência de todas as pessoas que professam a fé
católica na realidade da Santíssima Eucaristia e que desejam dar um testemunho
público de sua fé na presença real do Senhor Jesus, animando, consolando e
convertendo os fiéis. O Congresso Eucarístico é uma demonstração pública de
nossa fé pessoal: anunciamos sua morte e proclamamos sua ressurreição! Vinde
Senhor Jesus!
HISTÓRICO
O primeiro
Congresso Eucarístico foi celebrado em 1881 em Lille (França), por iniciativa
de um grupo de fiéis leigos, apoiados por São Pedro Julião Eymard. Foi uma
celebração solene, do qual participaram fiéis e bispos de vários países da
Europa. De lá para cá, outros países quiseram repetir a essa importante
iniciativa da Fé Católica no mundo.
Desde o início, os Congressos
Eucarísticos tiveram três características essenciais: 1) Aprofundar a
doutrina cristã sobre a Eucaristia; 2) Prestar culto público e solene ao
Santíssimo Sacramento: adoração e reparação; 3) Manifestar a universalidade e
unidade da Igreja.
Posteriormente, os Congressos
Eucarísticos passaram a se preocupar também com outros aspectos sócio-políticos
diversificados e temáticas específicas: Irradiar para a Igreja e para a
sociedade os frutos da Eucaristia na ação social.
Seminários temáticos para públicos
específicos: crianças, jovens, militares, universitários, operários, políticos,
empresários, casais, idosos, doentes, deficientes, prisioneiros, dependentes de
drogas, marginalizados e excluídos. Os principais temas foram: Eucaristia e
Missionariedade; Eucaristia, Evangelização e Meios de Comunicação Social.
Para atingir seus objetivos, os
Congressos Eucarísticos realizam atividades diversificadas como: Reflexões
teológico-pastorais; Solenes celebrações litúrgicas; Programas populares de
educação da fé: missões populares; Jornadas sociais em favor dos pobres e
excluídos.
No Brasil já foram realizados
dezessete Congressos Eucarísticos Nacionais, sendo o primeiro realizado em
Salvador – Bahia em 1933 e os demais em várias capitais e cidades conforme
demonstra o quadro a seguir.
ANO
|
LOCAL
|
TEMA
|
|
1º
|
1933
|
"Vinde,
adoremos o Santíssimo Sacramento"
|
|
2º
|
1936
|
"Luz
e Vida"
|
|
3º
|
1939
|
"A
Eucaristia e a vida cristã"
|
|
4º
|
1942
|
"Vinde
a mim todos"
|
|
5º
|
1948
|
"Ação
Social"
|
|
6º
|
1953
|
"A
Sagrada Eucaristia, sacramento da unidade e da comunidade"
|
|
7º
|
1960
|
"Eucaristia,
luz e vida do mundo"
|
|
8º
|
1970
|
"A
mesa do Senhor"
|
|
9º
|
1975
|
"Repartir
o Pão"
|
|
10º
|
1980
|
"Para
onde vais?"
|
|
11º
|
1985
|
"Pão
para quem tem fome"
|
|
12º
|
1991
|
"Eucaristia
e Evangelização"
|
|
13º
|
1996
|
"Venham
para a Ceia do Senhor!"
|
|
14º
|
2001
|
"Fonte
da missão e Vida solidária"
|
|
15º
|
2006
|
"Ele
está no meio de nós!"
|
|
16º
|
2010
|
"Eucaristia,
pão da unidade dos discípulos missionários"
|
|
17º
|
2016
|
“Eucaristia
e partilha na Amazônia missionária”
|
O 16º Congresso Eucarístico
Nacional, realizado em Brasília, de 13 a 16 de maio de 2010, teve como tema “Eucaristia,
Pão da Unidade dos Discípulos Missionários” que inspirado na V Conferência do
Episcopado da América Latina e do Caribe que aconteceu em Aparecida em maio de
2007.
O Papa João Paulo II esteve
presente em dois CEN, sendo o primeiro em Fortaleza - CE (1980) e o segundo em
Natal - RN (1991). Nos demais ele foi representado por um Enviado Especial.
EM BELÉM
O XVII CEN aconteceu em Belém do
Pará, nos dias 15 a 21 de agosto de 2016, com o tema: “Eucaristia e Partilha na
Amazônia missionária: Eles o reconheceram no partir do Pão” (Lc 24,35).
Para esta ocasião o Papa
Francisco enviou como Legado Pontifício o Cardeal Dom Claudio Hummes (Arcebispo
Emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia). Neste
ano está sendo celebrado o quarto centenário da cidade de Belém que foi no dia
12 de janeiro e do início da Evangelização da Amazônia. Completam-se ainda os
110 anos de elevação da então Diocese a Arquidiocese e Sede Metropolitana.
SIMPÓSIO TEOLÓGICO
Como parte da programação do CEN-2016,
além das missas, workshops e conferências com variados temas referentes à
Liturgia e à Eucaristia, participamos, também, de Simpósios Teológicos, dentre
ele destacamos os seguintes:
-“A
ESPIRITUALIDADE LITURGICA A LUZ DO CONCILIO VATICANO II”,
que teve como Assessor Dom Marcony – Bispo
auxiliar de Brasília e Frei Faustino Palludo – CNBB
-“LEX ET CHARITAS” A EUCARISTIA À LUZ DO CÓDIGO DO DIREITO CANÔNICO DE 1983,
cujo Assessor
foi dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, Bispo auxiliar de Brasília, Doutor
em Direito Canônico e que foi subsecretário do Conselho Pontifício para os
Textos Legislativos (2010-2013) e atualmente é consultor da Congregação para o
Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
A Igreja de Belém, assim como as
de todo o país, certamente colherá muitos frutos deste grandioso acontecimento
religioso, através da Comissão de Organização, que assim declara:
“O XVII Congresso
Eucarístico Nacional – CEN2016, que foi realizado na cidade de Belém do Pará,
de 15 a 21 de agosto de 2016, vem em um momento oportuno, pois desejamos tornar
visível em todo o Brasil a força da Eucaristia e ação missionária na Amazônia;
de um povo de fé, que testemunha com sua cultura e maneira de ser, uma Igreja
viva no Norte do Brasil. Por isso o CEN2016 teve como tema “Eucaristia e
Partilha na Amazônia Missionária” e como lema “Eles o reconheceram no partir do
Pão”.
Agrademos a Deus a e Diocese de Zé
Doca, na pessoa do Bispo Diocesano Dom João Kot OMI, pela oportunidade, apoio e
incentivo que nos foram dados e que certamente darão muitos frutos na nossa
vida vocacional, espiritual e pastoral bem como para toda a Igreja particular
de Zé Doca.
Agradeço à Família Miranda
especificamente a Degmar, Iolanda e Almira Miranda Lobato que também se fizeram
presentes no CEN. Estendo meu agradecimento Marcilene Farias e família que me
acolheram e me acompanharam durante estes dias que passei na cristianíssima e mariana
Cidade Guajarina de Santa Maria de Belém do Grão Pará, Belém da Amazônia, Belém
de Nazaré, Belém do Pará.
14 de set. de 2016
EM ESTANDARTE, "O CÍRIO DA MISERICÓRDIA"
Por Henrique Baltazar
Considerando o Ano Santo da Misericórdia (dezembro de 2015 a novembro de 2016), instituído pelo Papa Francisco, a Igreja Católica Apostólica Romana celebra, em todos os cantos do mundo onde se faz presente, "a misericórdia como plano de Deus e projeto de vida dos fiéis católicos para a convivência com os irmãos e salvação". Assim o programa de vida é: "Sede misericordiosos como o Pai" (Lc 6,36).
Assim também, com esse mesmo sentimento e objetivo, a Comunidade Católica de Nossa Senhora de Nazaré em Estandarte, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, se preparou para realizar o Círio de número 88 em honra e louvor à sua Padroeira, com o tema: "Maria,
consoladora dos aflitos, Mãe de Misericórdia".
Desde o dia 19 de julho iniciaram as peregrinações pelas ruas e
casas da localidade, onde a comunidade foi convidada a refletir sobre a
misericórdia de Deus por meio do sim de Maria, Mãe de Misericórdia, missionária e evangelhizadora ao lado do seu Filho Jesus e dos Apóstolos, e também sempre junto do povo, especialmente dos mais necessitados e aflitos.
No dia 06 de agosto por volta das 06h, à
imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi trazida em procissão de volta à Igreja após percorrer todos os bairros de Estandarte. O momento foi marcado pela
alvorada com fogos, orações e café comunitário como forma de saudação à Maria pelos estandartenses. Nesse mesmo dia, às 19h, foi
realizada a abertura solene da festa do Círio de Nazaré 2016, com missa presidida pelo Pároco Padre Raimundo Pereira (Padre Nato).
Entre os dias 07 e 12
de agosto a programação seguiu com celebrações eucarísticas presididas por
diversos padres da Diocese de Zé Doca, leilões, shows religiosos, atividades culturais e das crianças. Também foi feita a apresentação do Manto que foi usado na Trasladação e no Círio, o que ocorreu com a participação de grupos, pastorais e movimentos
da comunidade matriz de Cândido Mendes e da Paróquia de Amapá do Maranhão.
Na véspera do Círio, dia 13 de agosto, foi realizada por volta das 14h mais uma bonita Procissão do Mar, ou seja, sobre as caudalosas águas do Santa Cruz, rio que banha e margeia a Bela Ilha Estandarte. Este dia encerrou com a Santa Missa na Praça, seguida da Trasladação com as imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora de
Nazaré rumo sua capela do Sagrado, no Bairro 7 de Setembro, onde pernoitou para no dia seguinte acolher todas
as orações, pedidos e promessas dos romeiros e devotos filhos de Estandarte e seus convidados.
E como “NA ALMA ESTANDARTENSE É SEMPRE AGOSTO”, o dia 14 não poderia ser diferente. Por volta das 6:30h sai a Berlinda de Nossa Senhora de Nazaré, antecedida pelo Andor de Jesus, carros de anjos, barquinha de marinheiros e muitos outros símbolos significativos que fazem parte da tradição de maior festa religiosa de Estandarte, que em frente a várias residências a Berlinda, lindamente decorada com flores lilás e folhagens naturais de bambu, faz uma parada para receber homenagens das famílias em agradecimentos por granças alcançadas de Deus por intercessão de Nossa Senhora,
Este é um momento lindo e divino, o ápice da festa, quando o povo vai oferecendo flores e amores, suas alegrias e dores, mas com fé segue cantando louvores. Tudo isso ao som do hino “VOIS SOIS
O LÍRIO MIMOSO” tocado instrumentalmente pela Banda Cantídio Gouveia, a famosa BANDA FURIOSA de Bragança-Pará.
A bela festa é encerrada com a missa campal, onde uma grande multidão se faz presente para receber a Jesus Eucarístico e a bênção de Deus Pai. E assim mais
um Círio de Nazaré acontece pelas ruas de Estandarte, momento em que muitas graças e
bênçãos são derramadas por meio da Mãe de Nazaré em Estandarte - a Bela Ilha.
1 de out. de 2015
O MARIANISMO MARANHENSE E SUAS EXPRESSOES NO CULTO MARAIANO
Por Henrique Baltazar
O marianismo presente na região
maranhense, especificamente na região litorânea da Diocese de Zé Doca, possui
grandes influências da devoção popular trazida através de promesseiros do Estado
do Pará. O culto prestado à Maria, chamada de Nossa Senhora de Nazaré, se
traduz na realização dos chamados “Círio de Nazaré.”
O nome origina-se da grande vela
do círio pascal que era acesa e levada na procissão noturna que conduzia a
imagem de Nossa Senhora de Nazaré em Belém do Pará, da sua Basílica para a
Catedral Metropolitana.
A História do Círio de Nazaré em
Belém tem início a partir do achado de uma imagem de Nossa Senhora por um
caboclo chamado Plácido, no local que, há 222 anos atrás, havia apenas um igarapé
chamado de Murucutu e onde hoje se localiza a Basílica Santuário de Nazaré. A
cada ano esta procissão do Círio em Belém aumenta em número de participantes de
diversas partes do mundo.
Em Estandarte (Comunidade do
Município de Candido Mendes, localizada na região de praias), há 87 ano, uma
promesseira do Círio de Belém, chamada Maria Antônia, que veio morar em
Estandarte, iniciou a devoção à Nossa Senhora de Nazaré, através de uma
procissão que saiu, no final da tarde do dia 13 de agosto da Capelinha de Nossa
Senhora do Livramento (localizada no bairro do Alto) para o Sítio da Sra.
Valentina Queiroz, iluminada por balões de velas, de onde voltou no dia
seguinte (14) pela manhã bem cedinho, retornando para a referida capela.
Com o passar do tempo e das
gerações, esta festa religiosa dos católicos nesta vila foi assumida por outras
famílias que a cada ano se revezavam na organização deste evento. Dizem os
antigos que a Sra. Maria Antônia ficou à frente da organização e realização
desta festa por vários anos e a partir daí várias coordenações do círio foram
se sucedendo, sendo até hoje a coordenação da comunidade católica é quem
organiza e realiza este grande e festivo evento, juntamente com o povo católico
da vila, fazendo-se presentes também os filhos e amigos da terra espalhados por
Belém, São Luís, Bragança e outras cidades. O Círio de Nossa Senhora de Nazaré
em Estandarte acontece sempre no mesmo dia: 14 de agosto.
Esta festa cresceu muito e sofreu
várias alterações, sendo incluídas outras atividades, como acontece atualmente
com as peregrinações que iniciam a quadra nazarena no final do mês de julho com
terços e ladainhas realizadas pelas famílias, e a partir do dia 06 até o dia 12
de agosto acontecem as novenas bastante festivas com alvoradas, café da manhã,
orações, missas leilões e celebrações. E, assim, a festa dedicada à Nossa
Senhora de Nazaré a cada ano vai ganhando forma e peculiaridades, sem mudar o
seu grande objetivo que é louvar a Mãe de Deus.
O ponto alto se realiza nos dia 13
e 14 com uma extensa programação, já com a presença em grande massa do povo, do
pároco, de padres filhos da terra, convidados e do ministério de música da paróquia.
No dia 13 pela manhã ou conforme o horário da maré, a procissão marítima conduz
a imagem em procissão com várias embarcações pelo Rio Santa Cruz que circunda a
Ilha Estandarte, à tarde são realizados os batizados e à noite a missa com casamentos
e em seguida a trasladação da imagem da Virgem Maria para a Capela do Sagrado
Coração de Jesus. No dia seguinte (14) pela manhã cedo é realizada a grande
procissão – o Círio – que encerra com a Missa na Praça Nossa Senhora de Nazaré.
A
berlinda é carregada pelos fieis sendo conduzida pelas ruas e por uma corda
puxada pelo povo até chegar à praça onde se realiza a missa campal, a
consagração e a benção final com a imagem. A berlinda é enfeitada com flores e
o manto bordado com pedrarias, lantejoulas, fios dourados entre outras
especiarias, sendo ambos doados por promesseiros filhos da terra.
Uma semana depois é realizado o Recírio,
uma procissão que há 5 anos passou a fazer parte do calendário das festas deste
evento de Estandarte, com o objetivo de separar as atividades religiosas das
mundanas que chegavam a tumultuar e prejudicar as atividades do dia 15 que era
destinado ao dia da Padroeira de Estandarte, visto que é um dia santo (dia da
Assunção de Nossa Senhora). Atualmente o Recírio é a última homenagem do povo à
Maria neste período dedicado ao culto mariano.
Nos últimos anos tem se travado
uma grande batalha para separar as atividades religiosas das atividades
profanas, cujo barulho dos grandes sons da região chamados de aparelhagens, a
venda e o consumo de bebidas alcoólicas atrapalham a realização das atividades
da Igreja, ao mesmo tempo em que contradizem com o grande objetivo do evento
que é conduzir os fiéis a um verdadeiro encontro com Jesus por meio de Maria.
O Círio de Nazaré une e reúne as
famílias, parentes e amigos que moram longe e que aproveitam o período do Círio
para se confraternizarem. É também um momento de alegria e renovação da fé católica,
não deixando de ser um lindo tempo de evangelização, além da exposição cultural
e artística da ilha.
Como se observa, o Círio de Nossa
Senhora de Nazaré em Estandarte tem o seu formato próprio, mas seguindo o
modelo do grande evento de Belém com suas atividades religiosas e culturais.
Algumas
fotos a seguir ilustram este texto, demonstrando a expressão dos filhos de
Estandarte com o compromisso de fazer do culto à Maria um caminhar para Deus.
Assinar:
Postagens (Atom)



























