12 de mar. de 2015

7º SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE DE ESTANDARTE

O 7º Seminário de Educação e Meio Ambiente de Estandarte, com o tema “Conhecendo a História para Preservar a Ilha: comunicando saberes para multiplicar consciências”, realizado em Estandarte no período de 06 a 09 de março de 2015, como um dos importantes eventos da Associação de Preservação Ambiental e Cultural de Estandarte (APAES), foi 100% positivo, um momento de grande relevância na Ilha que superou todas as expectativas da coordenação.
Sob a coordenação das Professoras Iolanda Miranda, Maria de Jesus Mendes e Edna Miranda, este seminário, contou com a presença de 83 participantes, entre professores, alunos e comunitários que, durante quatro dias, mudaram o cenário de Estandarte.
Como em todas as versões já realizadas anteriormente, este seminário teve como objetivo geral levar os participantes a refletirem sobre as questões de degradação ambiental de Estandarte e das demais comunidades vizinhas (depredação do patrimônio ambiental e cultural, lixo, derrubada das árvores, queimadas, poluição dos igarapés e orla etc.), através do conhecimento da história e da comunicação, a fim de os moradores tomarem atitudes para a proteção ambiental. E como objetivos específicos elencou-os seguintes:
  Promover um grande encontro onde seja debatida, refletida e trabalhada a grande questão ambiental.
  Discutir com os educadores propostas pedagógicas para serem trabalhadas em sala de aula, a fim de formar uma nova conduta dos estudantes e suas famílias diante dos problemas ambientais na comunidade.
  Discutir com os alunos e a comunidade temas ambientais para uma conscientização coletiva a fim de que todos tornem-se multiplicadores de saberes à formação de consciências para reverter a degradação ambiental em Estandarte e a diminuir os impactos com o lixo nos espaços públicos.
Como metodologia para trabalhar os temas ambientais e educacionais foram desenvolvidos: curso, palestras, oficinas, exibição de filmes, grupos de trabalho (GT), caminhada ecológica e debates. Os participantes formaram 04 GT e produziram documentos que foram socializados e seguidos de propostas para resolução dos problemas.
Os Ministrantes foram os Mestres Élida Fabiani de Cristo e Jorge Oscar Miranda, ambos da Universidade Federal do Pará, que realizaram um excelente trabalho, cujas atividades se desenvolveram por meio de um curso, palestras, debates, filmes, oficinas e caminhada, conforme programa a seguir:










PROGRAMA:
àDia 06/03/2015
Manhã10 às 11h
-Credenciamento, Abertura e Apresentação dos Professores Ministrantes do Seminário e do tema: Conhecendo a História para preservar a Ilha
Tarde 14:30 às 18h
-Palestra: Formação do cidadão para a preservação do meio ambiente da Ilha – uma perspectiva sócio-histórica e comunicativa – 09 às 11h
Noite 19 às 20h – exibição de filme e debate
àDia 07/03/2015
Manhã 08 às 12h e
Curso: História, Educação Ambiental e Comunicação: Planejamento, Temas Geradores, Interdisciplinaridade/ Transversalidade
Tarde 14 à 18h
14 às 16h: Curso: História, Educação Ambiental e Comunicação: Planejamento, Temas Geradores, Interdisciplinaridade/ Transversalidade (continuação)
16 às 18h: Formação de Grupos de Trabalho (GT): Preparação de propostas de trabalhos para exercer a cidadania nas comunidades
Noite 19 às 20 – exibição de filme e debate
àDia 08/03/2015
Manhã 08 às 12h
08 às 09h: Caminhada ecológica para observação do meio ambiente e dos principais pontos de impacto ambiental
09 às 10h - Momento Especial – Homenagem às mulheres pelo dia dedicado a elas
10 às 12 – Oficina pedagógica: Preparação de material didático sobre educação ambiental para o ensino infantil, fundamental e medido
Tarde 14 às 17h
Oficina pedagógica: Preparação de material didático sobre educação ambiental para o ensino infantil, fundamental e médio
Noite 19 às 21h – Exibição de Slides sobre Estandarte
– Apresentação do patrimônio cultural e ambiental de Estandarte
àDia 09/03/2015
Manhã 08 às 12h
- Apresentação das produções dos GT e debate
Tarde 14:30 às 18h
- Encerramento, avaliação, agradecimentos e entrega de certificados.
Como propostas resultantes deste evento, foram elencadas: a necessidade de um aterro sanitário que será levado ao conhecimento da administração municipal; a elaboração de projetos escolares com temas transversais sobre a questão ambiental para serem trabalhados em sala de aula; e realização de um trabalho de conscientização à população através dos meios de comunicação das comunidades envolvidas

O Seminário foi um momento para falar do patrimônio ambiental e cultural de Estandarte já bastante degradados e possibilidades de reverter esse quadro degradante, quando foi também distribuído o livro “Estandarte, a Bela Ilha: resgatando sua história da origem à atualidade” entre os participantes. As comunidades Estandarte e Barão de Tromaí fizeram do evento um momento de partilha e amizade, comprometendo-se em debater nas escolas a questão ambiental, chamando a atenção para a necessidade urgente da preservação ambiental nas comunidades.

12 de nov. de 2014

PARABÉNS, ILHA QUERIDA!

No próximo dia 22 do corrente mês, Estandarte a "Bela Ilha", estará de berço, completando seus 65 anos de emancipação como Vila-Distrito do Município de Cândido Mendes. Ao longo desse tempo, muito caminhou, prosperou e continua embalando seu sonho de ser uma comunidade de "gente alegre", caprichosa, altaneira e hospitaleira, que busca ser feliz todos os dias, em cada manhã festiva e em cada noite silenciosa e iluminada pelas estrelas da esperança.
Neste novo aniversário, teu povo, na alegria das crianças e nos sonhos das famílias, onde homens e mulheres sentem orgulho de serem chamados "filhos da terra", vêm cantar contigo teu canto mais forte e importante, para dizer o quanto te ama. Que o futuro nos seja próspero! Bela Ilha, parabéns!
HINO DE ESTANDARTE
Estandarte és rincão querido,
Terra onde eu nasci.
Estandarte és rincão querido,
O teu nome eu guardo aqui
O teu solo é muito rico,
O teu povo é varonil.
Terra de grande beleza,
És um pedaço do Brasil.
Tens matas verdes, tens céu azul
Onde aparece o cruzeiro do sul
Teu coqueiro verde-mar
Que fica prateado ao luar!
Teu coqueiro verde-mar
Que fica prateado ao luar!






5 de ago. de 2014

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 2014 EM ESTANDARTE - MA

É chegado o grande momento da maior procissão de fé em Estandarte. Trata-se do Círio de Nossa Senhora de Nazaré que será realizado no dia 14 de agosto de 2014. No entanto, a abertura do grande vento aconteceu no dia 24 de julho através das peregrinações que atraiu um grande número de fiéis e devotos de Nossa Senhora.
A partir do dia 06 terão início as celebrações que são bastante participadas pela comunidade católica de Estandarte para onde também já se encaminham as caravanas formadas pelos filhos de amigos desta Vila eminentemente católica.
Acredita-se que o público que para aí se dirige neste ano é muito grande, são caravanas de Belém, São Luis, Bragança-PA, Turiaçu-MA e de muitas outras localidades e comunidades vizinhas. Após os atos religiosos, terá início a parte dos festejos dançantes.
Será uma grande festa, como sempre acontece, desde 1928, portanto, já se vão 86 anos de Círio. Os momentos marcantes durante esse período é contagiante e de grande beleza com a Procissões das Crianças, a Procissão do Mar, a Trasladação e o Círio propriamente dito, além de apresentações artístico-culturais. A participação dos jovens é outro ponto relevante e muito forte, pois assumem com igual devoção e responsabilidade a ação da nossa Igreja. Tal beleza se dá especialmente pela devoção e fé do povo.
Esta é a maior procissão religiosa da região e a mais antiga: tradição, cultura, história e muita beleza se entrelaçam na devoção à Mãe de Jesus, o Filho de Deus.

30 de jun. de 2014

CURSOS E PROJETOS PARA PRESERVAR A CULTURA E O MEIO AMBIENTE DA ILHA

Recentemente a Associação de Preservação e Meio Ambiente de Estandarte (APAES) realizou em Estandarte o 2º Curso de Metodologia e Pesquisa Científica, sendo elaborados projetos de monografias como propostas à conscientização da comunidade para a preservação da Ilha. Estes projetos são:
-A poluição das vias públicas de Estandarte: uma campanha para despoluir os igarapés (Ismael Carlos Barros);
-A diversidade étnica e cultural de Estandarte (Ediloide Gama Monteiro);
-Aspectos artístico-culturais da comunidade de Estandarte (Ailcilene Gomes Fonseca);
-As condições de saúde em Cândido Mendes: um olhar sobre a comunidade de Estandarte (Getúlio Rosa dos Santos Junior);
-O pescado como monopólio de atravessadores em Estandarte (Gleydson Ronny Fonseca Barros e Ronaldo Barbosa da Silva);
-As ricas tradições culturais de Estandarte em fase de extinção (Williane da Silva Alves);
-Linguagem e cultura: História de pescadores de Estandarte (Darciele Gama Reis);
-Aspectos históricos dos principais espaços culturais de Estandarte para a formação de um catálogo ecoturístico (Girlene Oliveira Costa);
-História da Pesca artesanal em Estandarte: principais características (Alda Lúcia Alves Martins). 
O curso foi encerrado com a entrega dos certificados na Biblioteca da APAES no dia 23 de maio de 2014.

Apesar dos seus encantos a Ilha de Estandarte apresenta vários problemas: na educação, na saúde e quanto ao meio ambiente, o que num conjunto chama a atenção de algumas pessoas que resolveram apostar numa solução ou amenização destes problemas, elaborando projetos para em breve pô-los em prática. Nesse sentido a APAES têm procurado dar apoio e orientação aos projetos elaborados por estudantes e professores que já estão realizando as pesquisas e propostas aos problemas ambientais de Estandarte.

27 de jun. de 2014

INVESTINDO NA EDUCAÇÃO EM ESTANDARTE

Com o objetivo de contribuir com a educação dos alunos em Estandarte, a APAES (organização não governamental) tem procurado promover Cursos de Capacitação Docente, de modo a auxiliar os professores a melhorar sua prática em sala de aula. Entre esses cursos, destacam-se: 
- Metodologia do Ensino da Matemática para para as séries iniciais do ensino fundamental (2008); 
- Metodologia do Ensino da Geometria para as séries iniciais do ensino fundamental (2009);  
- Metodologia do Ensino para a Educação Infantil – Alfabetização e Letramento (2009); 
- Metodologia da Pesquisa Científica: elaboração de projetos e monografias (2012, 2013, 2014) que têm resultados em excelentes projetos e propostas pedagógicas para as escolas.
Os cursos de Metodologia da Pesquisa, que funcionam como um laboratório de pesquisa, orientaram projetos que resultaram nos seguintes trabalhos acadêmicos (TCC):
- A importância dos jogos didáticos para a aprendizagem da Matemática: uma avaliação do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal João Jorge Filho em Estandarte (Monografia). Autor: Willame da Silva Alves. Cândido Mendes-MA (2013)

- Planejamento de Ensino: uma proposta para a educação infantil de Estandarte (Monografia). Autor: Solange da Conceição Barros. Cândido Mendes-MA (2012).
- O processo de aquisição da leitura e da escrita na educação infantil em Estandarte (Monografia). Autor: Zulenilce Barros Baltazar. Cândido Mendes-MA (2012).

19 de mai. de 2014

A ILHA E SUA PRODUÇÃO LITERÁRIA

 Linda e tranquila a Ilha de Estandarte é uma comunidade pequena com uma população de 1.280 habitantes (recenseamento/2011) e muito simples com um povo bastante hospitaleiro, trabalhando para arduamente fazer sua história. Há quem diga que Estandarte é um lugar só para diversão, no entanto provamos que não, pois ao longo de algum tempo, a ilha, além de realizar seus eventos artístico-culturais, vem construindo sua produção literária que, apesar de não ser uma lista extensa, elas se traduzem em propostas para a comunidade. Assim, foram lançadas:

- O Nascimento de uma Vila-Distrito (texto). Autoria: Ednir Ferreira. Resumo: Conta a história do descobrimento de Estandarte pelo índio Urgulino de Viseu-PA, por volta de 1819, e dos primeiros anos de sua existência, costumes e cultura dos primeiros habitantes da Ilha que eram essencialmente de pescadores. Estandarte-MA, 1994 (impresso). 4p.
- Recordar para viver (texto). Autores: José Ribamar Alves e Ednir Ferreira. Resumo: Conta a história do Círio de Nossa Senhora de Nazaré em Estandarte como manifestação de fé e elemento importante na cultura local, fundado em 1928 pela paraense Maria Antônia. Estandarte-MA, 1995 (impresso). 4p.
- A dança do Guará (livro). Autores: Benedito Rodrigues e Clarice Saraiva. Resumo: Apresenta o enredo de uma peça teatral que se realiza em Estandarte, através uma expressiva descrição dos atos, onde expõe o enredo e letra das músicas que compõem a peça. Trata-se de um conto da literatura estandartense que descreve alguns elementos da crendice local, da dança, da arte, da poesia, da música, dos valores religiosos e culturais e da educação ambiental que são apresentadas numa trama que também faz críticas aos problemas sociais vivenciados na comunidade. Estandarte-MA: Impressos DIL, 19.. 20p. (ilustrado).
- Estandarte, a Bela Ilha: resgatando sua história da origem a atualidade (livro), Autora: Iolanda Miranda de Miranda. Resumo: Conta a história de Estandarte, fazendo uma análise da história desta Vila, dos seus aspectos geográficos, políticos, espaço físico, população e raça, educação e espaços ambientais, traçando um confronto entre o passado e o momento atual. Trata-se de um livro didático, devidamente ilustrado com fotos da Ilha e mapas localizando Estandarte em Cândido Mendes e no Maranhão (Gráfica UFPA, 220p), com lançamento previsto para 11 de agosto de 2014 em Estandarte.
No que se refere a outros eventos educacionais, ambientais e socioculturais, por conta da Associação de Preservação Ambiental e Cultural de Estandarte (APAES), em parceria com as Escolas Municipais, têm sido realizados grandes eventos e cursos no sentido de colaborar com a educação e a cidadania na Ilha. Entre esses eventos estão os Seminários de Educação e Meio Ambiente de Estandarte:
I – Educação, Família e Meio Ambiente, em 2001;
II – Educação, Saúde e Meio Ambiente, em 2003;
III – Água, Fonte de Vida: Educando para Preservar, em 2004;
IV – Educação, Ecossistemas e Ciclos de Vida, em 2005;
V – Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: as hortaliças como fonte de alimento e saúde, em 2007;
VI – Aquecimento Global: responsabilidade de todos, em 2009.

Todos esses seminários tiveram por objetivo conscientizar os moradores de Estandarte, especialmente os alunos como multiplicadores de conhecimento para preservar o meio ambiente da Ilha Estandarte, sendo ministrados por Professores Mestres e Doutores da Universidade Federal do Pará, Especialistas em Educação do Estado do Pará e Geógrafo do Instituto de Terras do Pará. 
Além disso, recentemente,têm sido realizados cursos e projetos de capacitação docente, através da APAES, com a finalidade de colaborar com a educação.

22 de dez. de 2013

PRAINHA: UM POUCO DE SUA HISTÓRIA

Por Prof. Joelson Corrêa










O Município de Cândido Mendes do Estado do Maranhão pertencente à Microrregião do Gurupi e Mesorregião Oeste Maranhense, situado a Oeste do Estado, junto à divisa do Pará, na região conhecida como Pré-Amazônia por se localizar na parte do Maranhão que forma a Amazônia Legal, possuindo características de vegetação e clima como os da Amazônia. Situa-se entre o Equador e o Trópico de Capricórnio. Cândido Mendes é formado por três regiões bem distintas: Região de Matas, Região de Campos e Região de Praias. Na Região de Praias existem quatro comunidades: Estandarte, Prainha, Carará e Mupeua.

Prainha é um vilarejo pacato formado por pessoas simples, hospitaleiras e trabalhadoras. Localizado às margens do Oceano Atlântico, é o último povoado do litoral candidomendense.

















Por muitos anos a sua principal economia de sobrevivência era a pesca do peixe e do camarão que eram exportados como ainda hoje é. Mas as mudanças nos vários setores da sociedade vieram também promover mudanças em Prainha, especialmente na política social. Hoje a população já conta com outras fontes de renda em sua economia, como bolsa família, servidores públicos e aposentados, que eram benefícios que antes não chegavam a este povo.


















O primeiro nome de Prainha foi Ponta do Andrade que tem sua origem ligada a um homem chamado Andrade que foi o primeiro a habitar esta ilha. Segundo os antigos moradores, ele a comprou para criação de gado. Andrade passou a viver aqui com duas mulheres e um filho adotivo chamado Benedito Venâncio que cuidava de seu gado. Não se sabe de onde veio e nem sua origem, mas que possuía traços de português.
 
 
















Assim, os primeiros moradores que fizeram o povoamento do local logo no inicio eram poucas casas, sete no total: Benedito Venâncio (filho adotivo do Andrade), Raimundo Corrêa, João Almeida e Maroca, Jacinto e Damiana, Gino de Cunhancuema, Siriaco e João da Cruz (que comprou a casa de Siriaco). Nesse tempo havia e há muitas riquezas de alimentos (peixe, camarão) que eram em abundância.

 
Com o passar dos tempos e devido ao seu grande crescimento que começou, a partir do ano de 1927, com a chegada de algumas famílias que foram responsáveis por esse desenvolvimento que, a princípio, foi feito por uma ranchada de pescaria e depois a população foi aumentando, formando um povoado com várias casas, ficando conhecido como Praia Grande.
 
Outros moradores marcaram presença nesta ilha: Gregório Henrique da praia de Sababa (que comprou a casa de Benedito Venâncio), este senhor teve um casal de filhos, sendo um destes a Mariquita que casou com Raimundo Souza que herdaram a então fazenda, este encarregou o Sr Raimundo Corrêa para tomar conta da fazenda, sendo desse modo que a família Corrêa chegou à ilha em 1929. Na sequência chegaram: João Almeida do Serrano, a família Pires que veio de São José para Mupeua e depois para Prainha; nessa época a família Cruz já residia aqui depois de terem morados em Mupeua. 
 O lugarejo se desenvolveu mais ainda depois do casamento do grande comerciante Sr Sabino Cruz com Dona Maria Esperança Corrêa. E assim, muitas outras famílias vieram aportar aqui, sendo as principais famílias tradicionais: Cruz, Souza, Corrêa, Pires, Teixeira, Pimentel, Remédio.
          
















O povoado ia crescendo cada vez mais e, em função disso, outras famílias vieram morar aqui. Dessa forma, o Sr João da Cruz veio com seus filhos como pescadores e um desses filhos se destacou, o Sr. Sabino, que foi destaque no comércio e na exportação de pescados para outros lugares, tornando-se “coronel”, ou seja, o único comerciante da localidade e todos os moradores dependiam dele e, assim, ganhando destaque em toda região. Devido a esse prestígio de Sabino Cruz, este lugar passou a se chamar Praia de Sabino Cruz.
 No entanto, com o passar dos tempos, o povoado foi sendo destruído pela força e ação da natureza (marés, erosão e ventos), cujo território habitável foi diminuindo e, por causa disso, alguns moradores foram se mudando e também em busca de melhorias e educação para seus filhos. Então este pequeno pedaço de terra à beira do Oceano Atlântico passou a ser chamado de Prainha.
O nome Prainha não está localizado no mapa geográfico do Brasil, mas esta ilha está identificada como Ilha Ponta do Andrade, sendo que em alguns órgãos públicos está registrado como Praia Grande, mas com o passar das décadas ficou conhecida como Prainha que também tem seu reconhecimento em alguns órgãos públicos, como os Ministérios da Educação e Saúde.
Prainha fica localizada a 38 km da sede do município de Cândido Mendes, limitando-se a Leste com o Oceano Atlântico, a Oeste com o Furo do Cachorro, ao Norte com a Foz do Rio Maracaçumé e ao Sul com a Bacia do Mupeua. O acesso à Prainha só é possível por via marítima através de barco. A sua população é de 336 (trezentos e trinta e seis) habitantes segundo o IBGE.
Atualmente, Prainha apresenta as seguintes características: é uma ilha paradisíaca, banhada pelo Oceano Atlântico com aproximadamente 6 km de costa litorânea, com dunas e grandes lagos no período do inverno, propício ao turismo para belos momentos de lazer e contato com a natureza. 


  
































Em sua estrutura física e social tem como dados relevantes: 

- na Educação possui apenas duas instituições escolares: a Escola Municipal de Educação Infantil Tia Beré e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Sabino Cruz (de 1º ao 9º ano) com um quadro docente formado em magistério de nível médio e superior e outras licenciaturas; 

- na Saúde, existe uma unidade básica com atendimento por dois agentes de saúde; 

- na Religião: tem a Igreja Católica de São Pedro e a Igreja Assembléia de Deus; 

- na Cultura: além da produção do pescado e do marisco, possui uma agricultura de subsistência de frutas, verduras, legumes e grãos; no que se refere à parte artística existem os eventos escolares, religiosos e festivos e no esporte o futebol tem grande ênfase na comunidade;

- na Política não tem sido contemplada com grandes serviços públicos, pois não existe uma rede de comunicação telefônica, a energia elétrica é produzida por um grupo gerador. Os pescadores são assistidos pela Colônia de Pescadores Z-3 de Cândido Mendes.   
   

















Como se pode observar Prainha, como as demais praias do litoral maranhense, possui beleza natural, cujas belas paisagens são um convite à contemplação de sua beleza. Por isso é de se considerar que o Município de Cândido Mendes possui muitas maravilhas no contexto de seu espaço geográfico e muita história pra contar como a de Prainha.
 
É só uma questão de apreciar. Venha visitar Prainha e desfrutar de sua beleza natural.